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Empreendedorismo

Quem foi melhor: Pelé ou Maradona? Esta pergunta recorrente provoca discussões calorosas e alongadas entre os amantes do futebol. E o pior, dificilmente teremos uma resposta definitiva que conforte e finalize o debate.

Sabe por quê?

Por dois motivos:

  • O futebol envolve paixão que impede uma linha lógica de discussão
  • A base de comparação e as métricas viáveis nem sempre são homogêneas


Comparar Pelé e Maradona é mais divertido do que coerente. Por exemplo, um argentino e um brasileiro podem ter opiniões diferentes, sobre quem foi melhor, por mero patriotismo.

Além disso, os dois craques jogaram em épocas distintas, nunca se enfrentaram nas quatro linhas e tinham posicionamento completamente diferente no campo de futebol.

Enfim, esta discussão é ótima, mas só enriquece a imprensa, pois não há evidência e coerência nos indicadores comparativos entre ambos os jogadores.

Mas, qual a relação de Pelé e Maradona com o mundo dos negócios?

Além deste tema ser controverso e trazer audiência ao texto, selecionei-o para tratarmos uma questão muito importante e bastante negligenciada na gestão das empresas brasileiras: os indicadores.

gestão de indicadores e futebol

O QUE SÃO INDICADORES

Só podemos estabelecer o juízo de “melhor ou pior” se pudermos comparar as coisas sobre uma mesma base. E, só podemos comparar de forma justa, aquilo que, de fato, pode ser medido. No mundo dos negócios, esta medida de desempenho é realizada através do que chamamos de indicadores.

Indicadores são métricas (índices) passíveis de mensuração contínua e comparação ao longo do tempo. No exemplo Pelé e Maradona, fica claro que a falta de critérios e padrões temporais, dão margem a aparecimento de um “indicador” emocional imensurável: a paixão.

 

QUANTOS INDICADORES DEVEM SER MEDIDOS?

Os indicadores devem servir de auxílio para a tomada de decisão dos gestores, e não apenas para provar a capacidade de mensuração das empresas. Há empresários viciados em indicadores, que gastam quase todo o tempo do seu dia calculando estes índices sem ter tempo para analisá-los, e, muito menos, para embasar decisões.

Por outro lado, existem vários empreendedores de grande sucesso que nunca se atentaram a estas medidas de desempenho, mas, que guardam meia dúzia de informações chave em suas mentes, capazes de estabelecer conexões simples e tomar excelentes decisões.

Assim sendo, o número de indicadores não tem qualquer relação com o sucesso de uma empresa.

 

QUAIS INDICADORES DEVEM SER MEDIDOS?

Não existe uma regra geral. Cada tipo de negócio vai demandar uma série de indicadores importantes, e, até negócios do mesmo segmento podem gerar indicadores diferentes, dependendo da proposta ao mercado. Existem alguns indicadores básicos e comuns à maioria dos negócios e serão citados na sequência deste texto, mas a gestão por indicadores permite ampla customização.

 

A DIFERENÇA ENTRE KPI´S E METAS

Outro conceito importante, ao tratarmos o universo dos indicadores, são os chamados KPI´s (Key Performance Indicator), ou indicador chave de performance. Os KPI´s são indicadores, gerados a partir de informações internas e mercadológicas que servem como parâmetros comparativos, para avaliação do desempenho e da evolução da empresa.

É importante não confundirmos indicadores com metas. Metas são aspirações futuras, algo que se pretende alcançar. Já o os indicadores são bases e métricas comparativas estabelecidas.

 

QUAL A IMPORTÂNCIA DOS INDICADORES?

A construção de uma gestão de indicadores permite que uma empresa torne tangível e mensurável suas operações, evidenciando seus problemas e pontos de correção. Através destes indicadores que os gestores vão perceber a evolução e sucesso de suas ações, melhorando a produtividade, reduzindo custos, aumentando vendas, otimizando processos, maximizando resultados e satisfação de colaboradores e acionistas. Enfim, os indicadores tornam a gestão lógica, racional, focada na melhoria contínua livre de vícios emocionais.

Voltando ao título do texto, lembro-me de um taxista em Buenos Aires que me disse: “Pelé fez mais gols, deu mais assistências, ganhou mais títulos, venceu mais jogos e foi mais profissional. Mas o Maradona é um Deus e foi muito melhor”. Certamente, este taxista argentino fanático não se baseou na gestão de indicadores em suas conclusões.

Se você gostou do tema e quer desenvolver uma gestão por indicadores, elevando a performance da sua empresa, baixe agora a nossa lista de indicadores primários e comece a dar os primeiros passos.

 

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Empreendedorismo

As mudanças no mundo do trabalho ocasionadas pelo que é chamado de quarta revolução industrial já têm impacto sobre milhões de trabalhadores e organizações. Reinventar-se tornou-se necessário em diversos aspectos. Nova cultura, posicionamento e estratégia são apenas o começo de muitas adaptações.


Desde as necessidades das empresas, até as expectativas dos profissionais, muita coisa mudou. Por isso, é necessário compreender quais são essas mudanças e como elas afetam as pessoas e empresas. Depois disso, entender como lidar com elas de forma eficiente para todos.


Entenda agora o que mudou nas formas de trabalho e como isso impacta nas empresas e nos profissionais.



A Quarta Revolução Industrial

O que caracteriza uma revolução industrial são as mudanças provocadas por novas tecnologias, que influenciam a economia, política e sociedade como um todo. Enquanto nos séculos XVIII e XIX (na primeira Revolução Industrial) isso representou a introdução do uso de máquinas, agora a história é diferente.

 

Desenvolvimentos em genética, inteligência artificial, robótica, nanotecnologia, impressão 3D e biotecnologia são algumas das novas descobertas. Além disso, a tecnologia da informação, big data e internet das coisas mudam a relação humana com os itens tecnológicos. Isso proporcionará uma revolução mais abrangente do que qualquer coisa que já tenhamos visto.

 

Sistemas inteligentes — residências, fábricas, fazendas ou cidades — ajudarão a resolver problemas que vão desde o gerenciamento da cadeia de suprimentos até a mudança climática. A ascensão da economia compartilhada permitirá que as pessoas monetizem tudo, desde a sua casa vazia até o seu carro. As opções de espaços de trabalho compartilhados (ou coworkings) crescem cada vez mais.

 

Embora a mudança iminente seja uma grande promessa, os padrões de consumo, produção e emprego criados por ela também representam grandes desafios, exigindo uma adaptação proativa por parte de empresas, governos e indivíduos.


As mudanças proporcionadas pela tecnologia

 

De acordo com pesquisas apresentadas no World Economy Forum em 2018, quase 50% das empresas esperam que a automação leve a uma redução em sua força de trabalho em tempo integral até 2022.

 

No entanto, no futuro do trabalho, 38% das empresas pesquisadas esperam estender sua força de trabalho para novas funções de melhoria de produtividade, e mais de um quarto espera que a automação leve à criação de novas funções em sua empresa. 

 

Isso significa que enquanto setores inteiros se ajustam, a maioria das profissões está passando por uma transformação fundamental. Enquanto alguns trabalhos são ameaçados, outros crescem rapidamente. Os trabalhos existentes também estão passando por uma mudança nos conjuntos de habilidades necessárias para executá-los.

 

Porém, juntamente à revolução tecnológica, surgem fatores de mudança socioeconômicos, geopolíticos e demográficos mais amplos, cada um interagindo em múltiplas direções e intensificando-se mutuamente. O que gera mudanças no mercado de trabalho e no posicionamento dos profissionais e empresas.



Os novos perfis de profissionais

Da mesma forma que as empresas possuem novas necessidades, os trabalhadores também. Principalmente nos grandes centros urbanos a correria do dia-a-dia e quantidade de tarefas estão cada vez maiores. É necessário administrar compromissos de trabalho, lazer, cuidar da saúde, da família e uma série de outras coisas.

 

Por isso, os profissionais estão cada vez menos valorizando aspectos como estabilidade e carteira assinada. Também não aceitam horários rígidos, gestão engessada e inflexibilidade. Por outro lado, veem muito valor em uma cultura colaborativa, flexibilização dos horários e espaços de trabalho, valorização da equipe e gestão humanizada.

 

Um grande exemplo disso é o sucesso que os espaços de coworking estão encontrando ao abrigarem equipes de grandes corporações. Ter times de colaboradores em escritórios compartilhados não só flexibiliza e facilita o dia-a-dia do profissional como também o torna mais satisfeito (e consequentemente mais produtivo).

 

Além disso, os profissionais estão cada vez mais focados em serem multifuncionais. Atualmente, vê-se muito mais valor em conseguir executar diversas tarefas, relacionadas e setores diferentes, do que especializar-se somente em um assunto. Claro que saber a fundo sobre certas informações é necessário, mas só isso já não é mais suficiente para satisfazer os anseios das pessoas e nem das empresas.

 

Os aspectos emocionais também têm ganhado destaque nessas mudanças, tanto por parte dos trabalhadores quanto das próprias empresas. As competências emocionais, como autoconhecimento e capacidade de lidar com o outro são muito valorizadas pelas organizações. Mas, em contrapartida, os colaboradores também exigem respeito e empatia por parte da gestão.


As mudanças no estilo de vida

 

A economia colaborativa mudou muito a forma como as pessoas enxergam o consumo. No lugar de ser proprietário de algo, escolhe-se usar itens compartilhados. Desde bicicletas e carros, até apartamentos e escritórios. Essa escolha acontece por razões práticas e econômicas, pois facilitam o deslocamento no dia-a-dia, hospedagem ou moradia e, claro, as formas de trabalho.

 

Deslocar-se de carro e ficar horas no trânsito é uma situação impensável para muitas pessoas. Os profissionais valorizam, cada vez mais, a possibilidade de trabalhar perto de casa, e realizar seus encontros e reuniões em locais práticos e bem estruturados. Ir para o trabalho de bicicleta ou caminhando é um luxo que tem se tornado cada vez mais comum.

 

Até aqui, deu para perceber que as novas tecnologias, evoluções globais  e mudanças sociais impactam na relação das empresas com as pessoas e vice-versa. Mas também há alterações na forma como o trabalho é visto e executado. É importante manter-se sempre atualizado, seja você representante de uma organização ou um funcionário. Assim, estando ciente das novas demandas no mercado de trabalho, sempre haverá espaço para você.

 

Se você gostou deste assunto e quer se aprofundar, entenda por que o futuro do trabalho não será sobre diplomas, e sim sobre habilidades

 

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Empreendedorismo

Escolher um sócio para sua empresa é uma questão delicada e bastante comum no mundo dos negócios. Para aqueles que estão pensando em iniciar uma empresa ou para quem está vivendo um momento difícil com o sócio, este conteúdo pode ser muito útil.


Tentar empreender sozinho ou buscar um sócio?

Uma sociedade nada mais é do que a união de duas ou mais pessoas com o propósito de fornecer algum produto ou serviço a uma população, visando obtenção de lucros. Portanto, a adoção de um sócio só se faz necessária quando o empreendimento necessitar de:



Levantamento de Capital:


Esse é o motivo principal que motiva o empreendedor a constituir uma sociedade. Sem o capital inicial para ativação do negócio, dificilmente sua ideia sairá do papel. Então, se você não tem a quantia total para desenvolver seu plano, um sócio pode ser uma boa opção.

União de Habilidades Diferentes:


Sabemos que as pessoas são diferentes umas das outras e que possuem qualidades, características e conhecimentos técnicos distintos. Se você deseja criar uma construtora – por exemplo – pois se considera um ótimo engenheiro, mas sua timidez e sua falta de relacionamento social prejudicam suas oportunidades de gerar vendas, talvez você precise buscar um sócio com este perfil para complementar sua corporação.

Ampliação da Força de Trabalho:

Muitas vezes, no início do empreendimento, a quantidade de trabalho é tanta que as horas disponíveis no seu dia não são suficientes para concluir tudo que precisa ser feito. E, nesta fase de implantação, antes da empresa atingir a maturidade, pode ser inviável ampliar a equipe de colaboradores. Neste sentido, bons sócios para assumir postos de trabalho podem alavancar seus projetos e acelerar o crescimento do negócio.


Portanto, se você se enquadra em pelo menos uma destas situações, entrar em sociedade com alguém pode ser muito importante e até essencial para o sucesso do seu projeto. Por outro lado, se você já avaliou os três casos e não se sente desamparado em nenhum deles, a sua melhor opção é seguir sozinho.

 

O papel de cada sócio

Se você optar pelo caminho da sociedade, é fundamental que cada parte tenha sua missão bem clara e definida para evitar conflitos internos e garantir que o negócio caminhe numa direção única. De modo geral, esses são os papéis e tipos de sócios:



Sócio Investidor:

Tem por objetivo a injeção do capital em busca de retorno acima dos rendimentos oferecidos pelas aplicações financeiras tradicionais;

Sócio Operador:

É responsável pela operação da empresa, ou seja, faz com que todas as tarefas sejam executadas, participando do dia a dia do negócio. Pode ter competências diversas e atuar naquilo que tem mais domínio, desde o administrativo até a produção;

Sócio Estratégico:

Tem papel importante nas mesas corporativas e auxilia na avaliação de grandes decisões, deixando as ações e eventos cotidianos por conta do sócio operador, sem intervenções.

 

Quem tem sócio, tem patrão: Será mesmo?

A palavra sócio pode causar pavor em algumas pessoas, por terem vivido uma situação ruim ou por terem ouvido alguma história triste sobre sociedades problemáticas. Porém, não é a sociedade que causa a sensação de prestação de contas, mas sim, a própria empresa. Ser empresário é muito mais do que conquistar liberdade e autonomia. Inúmeros artigos sobre empreendedorismo pregam o jargão “livre-se do seu chefe”, mas esquecem de orientar sobre as dificuldades e riscos envolvidos nessa decisão, e, principalmente, acerca da disciplina exigida ao criar uma empresa e colocá-la no mundo.

Os empresários de sucesso possuem rotinas pesadas de trabalho, responsabilidades, compromissos com clientes e comprometimento com sua equipe.

Logo, um novo sócio na sua vida só será mais uma peça dentro dessa engrenagem que você construiu. Logicamente que respeito e parceria entre as partes são fundamentais para o sucesso da relação, mas não há nada além disso.

 

Um novo sócio em uma empresa existente

Esta também é uma situação muito comum, tanto para quem deseja entrar em algo já consolidado, quanto para você que tem dúvidas se vale a pena inserir mais um indivíduo na sociedade para tentar melhorar os resultados da empresa.


A regra é mesma, não há complicação. Pergunte a si mesmo:

  • Eu preciso injetar capital na minha empresa, evitando utilizar recursos bancários?
  • Eu preciso complementar a gestão ou a operação da empresa, inserindo competências e habilidades que eu não tenho?
  • Eu estou com minha rotina atribulada e preciso dividir tarefas com outra pessoa que possua o mesmo grau de responsabilidade e comprometimento que eu possuo?


Se não encontrar nem uma resposta positiva, esqueça… Essa empresa não precisa de um novo sócio.

 

Sociedade entre marido e mulher

Situação polêmica, mas com solução clara e objetiva: só dará certo uma sociedade entre marido e mulher se houver pelo menos uma das três famosas ocasiões: Injeção de Capital, União de habilidades ou Ampliação da força de trabalho. Em todos os casos, a regra continua válida. As sociedades formadas por marido e mulher dão errado quando iniciam sem motivo, sem necessidade, apenas por conveniência.

Sim, existem algumas questões que ultrapassam a razão e podem gerar problemas irreversíveis, mas isso ocorre em qualquer sociedade. Repetindo o que foi exposto antes, se não houver respeito, parceria e disciplina, a sociedade tenderá ao fracasso, assim como a união de dois amigos, pais e filhos ou dois desconhecidos quaisquer.

 


Dica do especialista

A escolha de um bom sócio pode ser o divisor de águas entre o sucesso e o fracasso de um empreendimento. Descubra se você realmente precisa de um sócio e construa uma relação saudável, buscando o equilíbrio entre humildade e imponência. Junte-se a pessoas melhores que você! 

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O que deve crescer primeiro: A empresa ou o empreendedor


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Empreendedorismo

Estamos vivendo a era da informação. Somos bombardeados diariamente com uma infinidade de notícias, textos, vídeos, imagens e muitas vezes, ficamos perdidos em meio a tanto conteúdo disponível. E, com isso, torna-se difícil decidir em que (e em quem) confiar e quais dicas valem a pena seguir. São muitas dúvidas cercando a mente do empreendedor, como a escolha do segmento, a aposta em franquia ou a criação de uma marca, a decisão de utilizar capital próprio ou de captar um empréstimo, entre várias outras questões. Eu sei muito bem como é, por isso separei algumas dicas que podem te ajudar muito a esclarecer as principais dúvidas ao abrir um negócio próprio e finalmente dar os primeiros passos.



Quero abrir um negócio próprio. Qual segmento escolher?


Não pense que irá encontrar essa resposta pronta. Essa decisão depende muito de você, mas, podemos mostrar os caminhos para auxiliar você a chegar nessa definição. Para ser bem sucedido em uma atividade, o empreendedor de sucesso precisa, primeiro, dominar essa atividade. Neste aspecto, é fundamental ter aptidão com o ramo, pois isso facilita muito o início da operação e encurta o processo de aprendizagem. Nada impede de estudar e aprender sobre algo novo, mas tome ciência de que isso pode atrasar seu plano em cerca de um ano.

Portanto, se você é um ótimo cozinheiro e gosta de servir outras pessoas, pesquise opções no ramo de alimentação, como um restaurante ou, se você entende de mecânica e é um bom conhecedor de carros, busque um negócio no ramo automotivo. Mas, cuidado para não confundir hobby com business e transformar uma paixão em uma obrigação. Seja seletivo e descubra algo que você se considere competente e que seja passível de monetizar.

 


Franquia ou marca própria ao iniciar um negócio?


Essa resposta é mais fácil de ser encontrada com outra pergunta: Você quer reduzir o risco pagando por um modelo já testado ou pretende apostar sozinho e começar um negócio do ponto zero? A franquia não é uma garantia de sucesso, mas é uma forma de mitigar os riscos, visto que a operação já foi testada e possui várias rotinas e processos já definidos para aumentar a chance de sucesso do franqueado. Por outro lado, se você quer iniciar um negócio por conta própria pode alongar bastante a construção do negócio, pois você será o responsável por criar cada detalhe da sua empresa, como criar um logotipo, definir o quadro inicial de funcionários, escolher as máquinas e equipamentos corretos, definir o mix de produtos e serviços, etc. Todo desafio é válido, desde que a escolha seja bem embasada.


Ao abrir um negócio, invisto meu capital ou empréstimo?


Dúvida cruel, não é? É complicado, pois ao iniciar um negócio essa decisão não pode ser tomada apenas com base financeira. Questões como família, idade e patrimônio precisam ser minuciosamente avaliadas para garantir que o empreendedor invista com mais segurança. Em nenhuma situação o empresário deve apostar em uma única opção ao abrir um negócio próprio. Apostar 100% de capital próprio significa assumir um risco desnecessário, ao passo que utilizar 100% de capital de terceiros pode representar um custo financeiro acima da capacidade de pagamento do negócio. O ideal é mesclar as opções, alinhando expectativa do empreendedor, cenário econômico e potencial de resultado do negócio. É fundamental a sintonia entre as finanças pessoais e as finanças empresariais para realizar um investimento sólido e sustentável a longo prazo.

 

A ideia: Que tipo de empresa montar e em qual segmento?

Qualquer plano de negócio irá nascer a partir de uma ideia, ou melhor, de uma boa ideia. Essa ideia será verificada em busca de viabilidade. Viabilidade significa atestar que algo é passível de ser executado. A viabilidade pode ser verificada em vários aspectos, como financeiro, operacional, mercadológico, etc. Isto vale para qualquer porte de negócio, desde uma loja de varejo até uma grande indústria. Se você ainda não teve a grande ideia para iniciar uma empresa de sucesso, infelizmente, você está distante de construir um negócio. Mas, se você já tem a ideia, siga em frente.

Veja também: Como divulgar minha empresa



Operação: O que vender e como vender?
empresários buscando gerar lucror

Para descobrirmos o investimento ao iniciar um negócio, teremos que “visualizar” essa operação em funcionamento, para então transformá-la em números. Podemos segmentar os custos operacionais para facilitar a construção do modelo:

  • Mix de Produtos e Serviços

    Defina o nome e a descrição detalhada do que você pretende vender e separe em grupos. Apure também qual o custo direto de cada produto ou serviço sobre o preço de venda. Se você tem dúvidas sobre os preços, em breve publicaremos um material com técnicas de precificação e criação de produtos de sucesso. 


  • Escolha o ponto Comercial e Área Mínima

    Identifique se as vendas da empresa dependem de alto, médio ou baixo fluxo de clientes passantes. Esta dependência definirá se o empreendimento estará localizado em um shopping center, em uma avenida principal, em uma rua neutra ou em um bairro industrial. Calcule também quantos metros quadrados são necessários para realizar a operação. Com estas duas informações, você terá condições de estimar o valor de aluguel mensal.


  • Selecione o quadro de funcionários

    Elabore uma relação da equipe mínima para iniciar a operação. Pense nas funções básicas de cada setor para que o processo de comprar, transformar e vender seja executado. Assim, você terá base para projetar o custo mensal da folha de pagamento da empresa.


  • Fique atento aos encargos trabalhistas

    Este é um assunto bastante complexo, mas, como queremos praticidade e agilidade para começar o novo negócio, vamos considerar que o total de encargos seja equivalente a 80% do valor da folha de pagamento.


  • Impostos


    Outro tema complexo ao abrir um negócio é a tributação. Não vamos adentrar no mérito dos regimes tributários, nem diferenciar incidência de impostos sobre vendas ou sobre lucros. Para facilitar o cálculo, vamos criar um atalho rudimentar:  
  • Aplique 10% sobre a receita, se a empresa for do setor de comércio ou indústria.
  • Aplique 15% sobre a receita, se a empresa for uma prestadora de serviços.


  • Taxas de vendas

    Caso a empresa realize vendas em cartões, vendas online ou qualquer outro tipo de venda comissionada, considere o custo gerado por estas movimentações.


  • Custos Mensais

    Junte todas essas informações e crie uma nova lista de custos mensais, com todos os outros gastos da empresa, como telefone, internet, contador, energia, água, alarme, softwares, material de escritório, material de limpeza, despesas bancárias, etc.




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Conceitos essenciais ao iniciar um negócio


D.R.E. (Demonstrativo de Resultado):

O DRE é a ferramenta principal do empresário, pois é com ele que conseguimos apurar a lucratividade do negócio. Além do lucro, o DRE gera vários outros indicadores fundamentais para gestão da empresa. De forma prática, vamos tratar o DRE como uma tabela onde teremos receitas, custos e lucro. Neste momento, vamos concentrar apenas em dois itens:
  • Receita: É a soma de todas as vendas realizadas, considerando a multiplicação das quantidades e preços de cada item. Também pode ser chamado de receita bruta de vendas ou faturamento.
  • Lucro: É o resultado da receita bruta deduzida de todos os custos da empresa. Na prática, é este indicador que atesta a viabilidade econômica da empresa.


Investimento Inicial
:

Consiste no levantamento de todos os gastos necessários para iniciar o negócio. Podemos separar em quatro grupos:

  • Móveis e Equipamentos – móveis, equipamentos e ferramentas para armazenar, produzir e entregar seus produtos e serviços
  • Obras e reformas – adequação física e estética de espaços
  • Formalização – taxas de constituição da empresa
  • Treinamentos – treinamento da primeira equipe, capacitação do gestor e gastos antecipados com mão de obra


Payback:

De forma prática, o payback representa o prazo de retorno do investimento, ou seja, em quanto tempo o capital investido será devolvido. Veremos mais detalhes a seguir.






PROJEÇÕES DE RESULTADOS

empresário apresentando os tipos de projeções para um negócio
Agora é momento de cruzar gastos iniciais com os gastos operacionais. A ideia é simples: o resultado operacional terá que ser positivo para devolver o investimento inicial ao empresário dentro de um período de tempo.


  • COMO PROJETAR AS RECEITAS


Esse número não é tão simples de definir, mas pode ser norteado pelo correto alinhamento entre:
  • Pesquisa sobre negócios similares já existentes
  • Capacidade máxima de produção/entrega
  • Ponto de Equilíbrio


Caso esteja inseguro com as projeções de receitas, crie 3 cenários para fazer as simulações:

  • Cenário Pessimista
  • Cenário Moderado
  • Cenário Otimista
  • COMO PROJETAR CUSTOS


Os custos possuem dois comportamentos distintos, de forma que alguns variam em função da variação da receita, e, outros são fixos, independentemente do volume de vendas. Portanto, podemos classifica-los em dois grandes grupos:


  • Custos Variáveis: acompanham a variação do volume de vendas, como taxas de vendas, impostos, insumos, etc. Na projeção estes custos precisam ser lançados como percentuais aplicados sobre a receita.
  • Custos Fixos: não variam proporcionalmente com o volume de vendas. Sofrem alterações conforme o uso, mas podem ser considerados fixos, como aluguel, contador, internet, salários, encargos trabalhistas, etc.


  • COMO PROJETAR LUCROS

O lucro será decorrente da subtração entre a receita e os custos.


  • COMO CALCULAR PAYBACK



O valor de investimento inicial dividido pelo lucro mensal projetado trará a resposta de quantos meses serão necessários para recuperar o valor investido. Após reaver o valor total do investimento inicial, os próximos lucros estarão livres para o empresário.

Confira nossa vídeoaula sobre projeções de resultados



COMO SABER SE O PROJETO É VIÁVEL?

empresário pensativo
Não adianta termos uma ótima ideia e todos os dados se não soubermos avaliar a qualidade destes números e conseguir medir os riscos reais do projeto. Precisamos ter base para descobrir qual o lucro ideal e qual o payback ideal para abrir seu negócio.


Qual o lucro ideal?

  • Busque o lucro médio: Mesmo com essas diferenciações, podemos nortear esse indicador, considerando que a lucratividade média satisfatória é de 15 a 20% sobre a receita.
  • Cuidado com os erros nas projeções: Desconfie se a lucratividade do seu projeto apontar algo acima de 30%, pois existem grandes chances de haver algum erro nos números. Dificilmente uma empresa constituída corretamente apurará lucratividade acima de 30%.
  • Cuidado com resultados apertados: Por outro lado, se esse indicador for abaixo de 10%, é aconselhado uma revisão geral do projeto, pois lucratividades reduzidas representam maior risco ao investidor, visto que qualquer oscilação no mercado pode comprometer o resultado e alongar o prazo de payback. Existem segmentos de lucratividade baixa, porém, isso ocorre quando a escala é alta e as receitas atingem montantes elevados.

 



Qual o payback ideal?

O payback ideal depende dos anseios do investidor. Logicamente que todo investidor quer recuperar o capital investido no menor prazo possível, mas, é preciso entender que velocidade e rentabilidade não caminham na mesma direção.


  • Busque o Payback médio: de modo geral, o payback fica entre 24 e 48 meses.
  • Cuidado com os erros nas projeções: Desconfie de prazos abaixo de 24 meses. Pense assim: se fosse rápido e fácil, todo mundo faria. Existem prazos de retorno abaixo de 24 meses, mas apenas em casos de projetos de porte muito pequeno.
  • Cuidado com payback muito longo: Os projetos de grande porte tendem a esticar um pouco mais o prazo de retorno, mas nada que ultrapasse 60 meses. Acima disso, o risco assumido pode ser grande, pois em 5 anos, muita coisa pode mudar, como a economia de mercado, o comportamento dos consumidores, as tecnologias desenvolvidas e até mesmo os recursos naturais disponíveis no planeta.


Vamos começar no empreendedorismo?

E então, você se sente seguro para abrir seu próprio negócio? Prepare seu checklist e tire seus planos do papel:


  • Estruture a ideia
  • Crie os produtos e serviços
  • Desenhe a estrutura física
  • Defina o quadro de funcionários
  • Faça uma relação de custos fixos (valores absolutos)
  • Faça uma relação de custos variáveis (percentuais sobre a receita)
  • Faça a projeção das Receitas
  • Simule os cenários com auxílio de DREs
  • Calcule o Lucro (avalie esse lucro)
  • Apure o Investimento Inicial
  • Calcule o Payback (avalie esse payback)
  • Inicie o negócio




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Empreendedorismo, Gestão

Você já deve ter se deparado com aquelas faixas de tecido branco estampando a famosa mensagem em caixa alta: “SOB NOVA DIREÇÃO” pendurada na fachada de estabelecimentos. Esta foi uma medida muito usada por comerciantes do século passado e que ainda sobrevive nos dias atuais. No entanto, existe uma incoerência enorme nesta prática.


COMPREI UMA EMPRESA. DEVO MANTER A MARCA ANTERIOR?

Quando a empresa possui uma história de sucesso e credibilidade perante o mercado, não há necessidade de abandonar aquela marca consagrada e substituí-la por uma marca nova, sem vida própria, sem trajetória construída. Se não há motivos para mudar o letreiro, também não haverá motivos para comunicar que o negócio possui um novo dono. Portanto, se a empresa que você comprou possui uma boa reputação, o ideal é manter tudo de bom que ela já tem e evitar impactar clientes e parceiros com a mudança de proprietário. O novo proprietário da empresa deve ser encarado apenas como uma peça trocada, sem tornar essa informação pública. Então, não há razão para pendurar a famosa faixa de “sob nova direção”.


COMPREI UMA EMPRESA E NÃO QUERO MANTER A MARCA ANTERIOR

Por outro lado, existem empresas que possuem alguns deslizes registrados na sua história e sua reputação não é das melhores. Nestas situações é aconselhado transformar o negócio em todos os aspectos, e, logicamente, alterar a marca. Se o novo empresário não quiser que os consumidores assimilem o negócio aos erros do passado, uma nova marca é uma estratégia muito promissora. Sendo assim, havendo mudança de marca também haverá mudança de letreiro. Ao mudar o letreiro a empresa já terá uma nova identidade e transmitirá a ideia ao cliente tornando desnecessária a faixa “sob nova direção”.



EM QUAL SITUAÇÃO É INDICADO PENDURAR A FAIXA?

Nunca! A resposta é curta e simples. Ao comprar uma empresa, se a marca for mantida, não há motivo para comunicar que o negócio foi comprado ou vendido. Se a marca não for mantida, a nova marca já cumprirá essa tarefa de comunicar que tudo mudou. É preciso deixar claro que a marca é apenas a exteriorização da alma de uma empresa e que essa essência é muito maior do que um mero letreiro. A alma é construída com trabalho, tempo, estratégia, modelo de gestão, mix de produtos e uma infinidade de outros pontos. Mas, isso é assunto para outro dia.



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Afinal, o que é produto perfeito?
Principais dúvidas ao iniciar um negócio



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Empreendedorismo, Franquias, Gestão
Franquia não é um emprego: esse é um alerta importante no universo do franchise que deveria estar consolidado na mente dos empreendedores de plantão. Uma franquia é apenas um modelo de expansão de determinado negócio, visando replicar um modelo testado e que deu certo. Mas, o fato de ter dado certo não indica que dará certo em todas as circunstâncias. Existem fatores que devem ser levados em conta ao empreender, em todos os formatos de negócios, sejam eles franquias ou não. De acordo com estatísticas do mercado nacional, 23% das empresas fecham as portas em até dois anos de funcionamento. Quando consideramos os números do setor de franquias, essa taxa de mortalidade cai para menos de 10%. Isso indica que optar por uma franquia pode ser uma decisão mais segura, mas também não é garantia de sucesso.Antes de abrir uma empresa, muitos brasileiros se concentram no planejamento do negócio e se esquecem do próprio planejamento pessoal. No segmento de franquias, esse ponto é ainda mais grave, pois as franquias tendem a contemplar investimentos maiores em troca de fornecer um modelo mais seguro ao empresário. Portanto, se o investidor não se planejar corretamente para injetar os recursos na empresa, poderá começar com o pé esquerdo e não conseguir reverter a situação. Neste aspecto, podemos considerar, além do capital de implantação, o planejamento da renda da família durante a fase de maturação e as reservas de capital para aportar em função dos prejuízos nos meses iniciais. Esses dois desembolsos costumam chegar a até 20% do investimento inicial. Vencida esta etapa, inicia-se a escolha da franquia. Os dois filtros principais deste processo são o valor total de investimento e o ramo de atividade da franquia. Primeiramente, é preciso limitar o investimento à verba do investidor e não se esquecer de considerar as despesas extras. Em seguida, basta escolher os segmentos que tem maior afinidade com o seu perfil. Quando o assunto é franquia, não dá pra viver de oportunidades. Como já dito, a franquia não é emprego, mas sim, um empreendimento, portanto, precisa de gestão. Gerir algo que conhecemos e dominamos aumenta significativamente a chance de sucesso. Não adianta buscar numa conveniência de investimento numa franquia de sorvetes se a aptidão do empreendedor é com o mercado de moda. O ideal é alinhar o interesse, habilidade, conhecimento e gestão. Por último, depois de cuidar das finanças familiares, criar uma reserva para as despesas complementares do negócio, limitar a faixa de investimento e escolher o ramo do negócio, basta escolher a marca! Parece simples, mas não é. Antes de entregar todas as suas economias a um franqueador, investigue-o intensamente. Algumas verificações básicas são tempo de mercado, quantidade de lojas abertas e qualidade do produto ofertado. Aprofundando um pouco mais, verifique como é o suporte ao franqueado, como funcionam os treinamentos, se há acompanhamento financeiro e como é a gestão do fundo de propaganda. Por fim, tire a prova final: entre em contato com pelo menos três franqueados da marca e pergunte se eles estão satisfeitos, se obtêm resultados e se o recomendam investir na marca. Cuidado com opiniões destoantes, faça uma pesquisa sincera e sensata e boa sorte! 
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Empreendedorismo, Gestão

Uma dúvida comum no mercado de micro e pequenas empresas é saber como diferenciar custo de investimento. O empresário costuma enxergar uma única soma para todas as saídas financeiras da empresa, porém, existem dois grandes grupos que precisam ser identificados e segregados: Custos x Investimentos. Na linguagem técnica os custos são definidos como OPEX e o investimentos como CAPEX. O OPEX representa todos os gastos operacionais, ou seja, todos os custos necessários para fazer a operação girar mensalmente, como insumos, impostos, funcionários, aluguel, energia, etc. Já o CAPEX é recurso utilizado para adquirir ou melhorar os bens da empresa como máquinas, equipamentos, veículos, móveis, obras de ampliação do espaço, enfim, estes gastos são chamados de investimentos.

Esse entendimento é fundamental na vida de qualquer empresa. Quando o empreendedor decide montar um negócio ele vai se deparar primeiro com os investimentos de montagem (obras, aquisição de equipamentos, treinamento da primeira equipe, taxas de legalização, etc) e em seguida com os custos normais da operação (aluguel, água, energia, internet, salários, impostos, etc). É importante dizer que todo investimento requer um planejamento financeiro antes de ser realizado pois os investimentos precisam gerar retorno. Um investimento só faz sentido se ele trouxer algo em troca ao investidor, nesse caso, o próprio empresário.

Na visão errônea de alguns empresários o investimento só ocorre na fase inicial do negócio. Essa visão pode comprometer toda a estrutura financeira de uma empresa e levá-lo à falência. Um negócio de sucesso precisa estar atento a oportunidades e precisa se reinventar a todo tempo. Essas atualizações requerem investimentos constantes, sejam para reduzir custos de operação, sejam para aumentar produtividade, sejam para melhorar a qualidade de vida no trabalho dos colaboradores ou até mesmo para expandir o negócio abrindo filiais e navegando por novos territórios. Para quem se interessou pelo assunto ficam aqui 3 passos para você analisar sua empresa:

1) Classificar todos os custos mensais em OPEX e CAPEX. Relembrando: se o custo for relacionado à operação principal é OPEX, se for relacionado a aquisição, melhorias ou expansão é CAPEX.

2) Avaliar se a diferença entre as receitas e os custos OPEX está saudável, verificando assim se a operação gera lucratividade adequada ao seu ramo de atuação. Se a resposta for negativa você já sabe que precisa atacar o OPEX.

3) Avaliar se os gastos com CAPEX da empresa cabem dentro dessa lucratividade apurada. Se couberem, ótimo, você está crescendo de forma estruturada. Se não couberem você precisará rever seu planejamento de investimentos, pois tudo indica que o retorno não está acontecendo conforme o projetado. Em muitos casos é necessário dar um passo atrás, abdicar algumas crenças e redirecionar o leme.

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Empreendedorismo, Gestão
Toda micro e pequena empresa trabalha com orçamento limitado, portanto, um gerenciamento de custos eficiente pode aumentar significativamente a lucratividade do negócio. É importante, antes de tratar as despesas, o empresário ter em mente qual o lucro desejado na operação e qual a expectativa de receita mensal. Para definir isso, ele pode buscar referências do setor e uni-las às suas percepções práticas. Após o lucro desejado ser definido, o ideal é centralizar todos os registros de entradas e saídas financeiras da empresa em um software, uma planilha digital ou até mesmo em um caderno.

É importante controlar e conferir o saldo de caixa para garantir que todos lançamentos foram computados. Ao lançar as saídas, uma dica muito útil é classificar cada despesa, agrupando-as em categorias. Esse tipo de agrupamento é chamado de “plano de contas”, e, ao contrário do que pensa a maioria dos empresários, quanto menor a quantidade de categorias, mais fácil se torna a análise.

Os planos de conta extensos são confusos, dificultam interpretações rápidas e ainda geram dúvidas ao classificar. Podemos até deixar aqui um exemplo de plano de contas resumido, com apenas 7 categorias, que pode ser utilizado por um pequeno comércio e auxiliar em seu gerenciamento de custo:

– Produtos para revenda
– Impostos sobre venda
– Custo de Ocupação
– Serviços Mensais
– Salários e Encargos
– Despesas Diversas
– Investimentos


Em seguida, devemos criar metas de custo para uma das categorias. Para definir essas metas, é preciso iniciar as classificações, construir um histórico de um ou dois meses, analisar o comportamento de cada categoria e com esta base, definir as novas metas. Cabe ressaltar que a ação de reduzir custos não funciona quando é realizada de forma desorganizada. Primeiro, deve-se identificar o que precisa ser reduzido e quanto será reduzido. Por exemplo, “não adianta reduzir o gasto com telefone, quando não há problemas com a conta de telefone”. Reduções de custos desprogramadas podem comprometer processos internos e até afetar a qualidade oferecida ao cliente, portanto, é preciso ter critérios no gerenciamento de custos. Por fim, é importante ficar claro que são os custos que precisam se adequar às receitas e não o inverso.
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Empreendedorismo, Franquias

Ser um franqueador de sucesso no Brasil é algo complexo e desafiador. Enquanto o país enfrenta uma crise econômica histórica, franqueadores vêm buscando soluções e inovações para suas redes de negócio.

Eu, como consultor de algumas redes nacionais de varejo, me deparo com mesas de diretoria tentando equalizar seus esforços entre planejamento de produto e planejamento de expansão. O consumidor final e o investidor são personas completamente diferentes, portanto, cada um necessita de um trabalho diferente, com definições de estratégias de vendas e comunicação distintas, relacionamento diferenciado, etc.

Como consultor na área, eu percebi que várias redes optaram por frear a expansão durante 2017 e 2018, aproveitando para dedicar-se à estratégia de produto, renovando o mix, corrigindo falhas de serviços e reduzindo custos fixos de operação. O cenário vivido nos últimos dois anos foi de receio, tanto por parte das franqueadoras, que evitaram implantar operações duvidosas, quanto dos investidores, que trataram seu capital com muita cautela esquivando-se de riscos e ameaças.

Mesmo com tantos desafios enfrentados, eu consigo enxergar um lado muito positivo neste contexto. Em 2019, estaremos diante de modelos de negócio mais sólidos, com custos de operação e implantação reduzidos. Teremos ainda, investidores animados, com reservas de capital aguardando oportunidades. E na outra ponta, redes varejistas com apetite de expansão, dispostas a correr atrás do tempo perdido e ampliar seu território de atuação. Bons ventos irão soprar no universo do franchise.

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Empreendedorismo

Amar segundas-feiras é uma tarefa difícil, mas nessas empresas parece até que os funcionários amam esse dia da semana! Segundo uma pesquisa da Love Mondays, o nível de satisfação dos colaboradores da empresa é bem alto, o que faz serem consideradas com as melhores empresas para se trabalhar.

A Love Mondays é a maior plataforma do Brasil de avaliação de companhias por colaboradores, e deste 2016 ela faz um ranking com as 50 melhores empresas para se trabalhar, de acordo com o ponto de vista dos funcionários atuais e ex-empregados, durante todo o ano.

Em 2018 a empresa mais bem avaliada foi a ThoughtWorks, com 4,65 pontos, seguida da Takeda Farmacêutica Brasil, da Alelo e da ClearSale (essa última desceu de colocação do ano passado, que estava em primeiro lugar, para este ano, em quarto lugar).

A ThoughtWorks garantiu o maior nível médio de satisfação geral entre aquelas com mais de 500 funcionários e de 50 avaliações no site. O índice de satisfação definido pelos usuários pode variar de 1 a 5 (sendo 1 muito insatisfeito e 5 muito satisfeito).

Luciana Caletti, CEO do Love Mondays, diz que o site utiliza milhares de opiniões autênticas para identificar as empresas onde os funcionários são mais felizes. Ela também fala em autenticidade das opiniões porque elas são publicadas no site de maneira espontânea, uma exclusividade do ranking de melhores empresas para se trabalhar criada pela empresa.

A lista tem empresas de setores diversos, incluindo tecnologia, bens de consumo, serviços financeiros, agronegócio.

Esta é a terceira edição do melhores empresas para se trabalhar, e empresas como a Takeda, Concentrix, Mercado Livre e Globosat, apareceram nas três listas. Confira onde é mais fácil os profissionais amarem as segundas-feiras no site da Love Mondays



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Empreendedorismo, Gestão pessoal

Os podcasts são perfeitos para inspirar e ensinar sobre qualquer assunto. E porque não adquirir mais conhecimento com notícias de empreendedorismo enquanto você está no trânsito, na academia, tomando um café, ou fazendo qualquer tipo de atividade que não vai tirar sua concentração?

É como se fosse um programa de rádio com conteúdo sob demanda. Você pode ouvir o que quiser, na hora que bem entender. Dá pra escutar os episódios diretamente do seu computador, ou baixar aplicativos no celular para ter acesso a todas às plataformas.

Confira as três dicas de podcasts sobre empreendedorismo e negócios que trouxemos pra vocês:


1- DIRETO DAS TRINCHEIRAS

Esse podcast é apresentado elo Ricardo Jordão Magalhães e tem assuntos relacionados com vendas, marketing, liderança, empreendedorismo e e-commerce. Os insights são práticos e podem ser aplicados facilmente.

Escute aqui  o podcast ou baixe no seu agregador.


2- MAN IN THE ARENA

Quando o assunto é podcast sobre empreendedorismo, Man in the arena é uma referência um podcast de entrevistas, onde três empreendedores (Miguel Cavalcanti, CEO e Founder da AgroTalento; Leo Kuba, CEO e Founder da Inkuba; e In Hsieh, Co-Founder da CBIPA) levam um convidado para falar sobre a experiência e crescimento do seu negócio, como por exemplo: Gui Telles (Uber), Cristiane Correa (autora do livro Sonho Grande) e Tiago Yonamine (Trampos.co). Além disso eles também dão indicações de livro e conselhos de gestão. O último episódio é de 2016, mas os ensinamentos ainda são atuais.

 

3- B9

Essa dica é dois em um. No portal do B9 existe mais que um podcast, e nós indicamos aqui o Braincast e o Código Aberto. O primeiro tem o foco mais voltado para a criatividade, tecnologia, cultura e negócios. Já o segundo possui episódios que falam sobre o futuro das mídias e das tecnologias. Com certeza da pra ficar por dentro de notícias sobre empreendedorismo acompanhando esses dois Podcasts.

Além dessas três dicas, você pode encontrar nessa plataforma outros podcasts sobre negócios que te interesse.



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Empreendedorismo, Gestão pessoal

Por mais que a empresa vá muito bem, com um crescimento bom e com boas contratações de clientes, será que ela não precisa de algo mais?

Geralmente o momento de parar, e aproveitar o que está sendo feito, é desvalorizado e enxergado como perda de tempo, tempo esse que poderia ser utilizado para tratar “problemas reais”.

O empreendedor não para nunca. Ele sempre tem algo para melhorar ou para segurar as pontas. Uma hora é crise, outra hora é a necessidade de uma inovação na empresa, que desgasta e acaba “comendo” o tempo dele.

E sem contar toda a dedicação com a empresa, ainda existem os desgastes pessoais, porque afinal, ninguém para de viver quando está tocando um negócio. “Não pode parar” é a frase que vem a cabeça sempre, mas já pensou que dar uma pausa pode ser necessário, nem que seja meia hora todo o dia?

Não adianta gerir o negócio e deixar de gerir a própria vida. Quando não tomamos conta de nós, a cabeça não funciona, e é sobre isso que o escritor Shirzad Chamine mostra em seu bestseller, Inteligência Positiva. Sua visão sobre a meditação é a partir de uma perspectiva científica e, segundo sua teoria, nós sabotamos a nossa mente, e isso nos impede de encontrar alternativas para crescer.

A nossa mente pode nos ajudar a pensar em saídas para situações difíceis, mas ela também pode nos sabotar, trazendo inseguranças e julgamentos, e assim, nos impedindo de arriscar e crescer, quando necessário.

É preciso exercitar a mente, como um músculo, para mudar a forma de pensar. E além disso, o autoconhecimento trás diversas vantagens para a elaboração de ideias e para a produtividade. O estado que a meditação proporciona faz com que a percepção dos dias mude. Assim a empresa continua com um crescimento alto, mas com um novo significado à passagem do tempo.

Esse exercício diário estimula a criatividade e o otimismo, o que também nos guia para soluções. O bem-estar contribui na solução de problemas, e o melhor de tudo: auxilia a se aproximar da felicidade. A preocupação com o resultado, com o final do processo, não podeedor está tendo.

Sempre existe a possibilidade de crescer e melhorar seu negócio, e ter uma vida mais equilibrada auxilia nesse e nos demais meios. E é claro que a meditação não vai ser dominada logo no primeiro dia. É todo um processo de criar um hábito que trará resultados positivos para o corpo, a mente, e a empresa.

Equilíbrio é o exercício de extrairmos a felicidade de cada hora do nosso dia. Em uma refeição eu posso gastar 20 minutos apreciando cada momento, o sabor, a textura do alimento. E é dessa forma que desenvolvemos um olhar diferente sobre o tempo que gastamos.

Com essa visão de equilíbrio, o empreendedor pode gastar 14 horas do dia com seu negócio, mas estando presente mental e emocionalmente nessas 14 horas. Para que o tempo flua com algo que te faça feliz.

Assim, continuamos a trajetória que leva nossas empresas a serem cada dia mais relevantes para o mundo, sem que a ansiedade e o stress cresçam na mesma velocidade.

Fonte: Endeavor

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Empreendedorismo
A Black Friday surgiu nos Estados Unidos, como uma estratégia organizada pelo varejo oferecendo descontos generosos e liquidação de estoque. Por lá, ela acontece um dia depois do feriado americano de Ação de Graças, um dos mais importantes do país.
 
No Brasil a Black Friday também ficou muito conhecida nos últimos anos, e é uma ótima oportunidade para sua empresa fechar 2018 com chave de ouro e alavancar as vendas no último mês do ano. Mesmo as empresas que ainda não se programaram para a data (que acontece em breve, no dia 23 de novembro), ainda há tempo de executar algumas ações para o aumento de vendas. E algumas estratégias fazem toda a diferença na hora de conquistar os consumidores. Aqui, separamos algumas das melhores estratégias da Black Friday para utilizar na sua loja física ou online:
 
1. Ofertas + desconto à vista
Em 2013, o Submarino foi um pouco além do desconto e ofereceu uma condição especial para quem fizesse o pagamento à vista. Todo o site estava com 12% de desconto para pagamento em uma única vez. Isso além dos produtos que chegavam aos 80% de desconto.
 
Esta é uma tática simples, que você provavelmente emprega no seu e-commerce, no dia a dia, mas que pode acabar sendo esquecida durante a Black Friday.
 
2. Compre agora e volte no Natal
Muitos consumidores aproveitam os baixos preços da Black Friday para adiantar suas compras de Natal. O resultado disso são alguns empreendedores insatisfeitos com a possível baixa de vendas em dezembro.
 
Para não sofrer com isso, a Americanas lançou uma promoção em que os clientes que fizessem compras na Black Friday teriam um desconto de 10% em seu próximo pedido, que seria, provavelmente, no Natal.
 
Essa é uma maneira interessante de fidelizar o cliente e elevar um pouco mais o faturamento de dezembro.
 
3. Black Friday em dezembro
Também, para não deixar a Black Friday “ofuscar” o Natal, a World Tennis apostou em uma Black Friday em dezembro. A marca promete comercializar alguns produtos com os mesmos preços que foram praticados na sexta-feira de promoções.
 
Essa é uma ótima saída para liquidar de uma vez produtos que tenham encalhado no estoque e se diferenciar dos seus concorrentes.
 
4. E-commerce: faça anúncios de retargeting
Nem todo cliente clica em um anúncio e realiza a compra de primeira. Mas anunciar novamente pode fazer o seu consumidor relembrar a sua oferta e partir para a ação de compra.
 
Na Black Friday, essa técnica é uma carta na manga, pois você pode divulgar os produtos de maior interesse com uma grande porcentagem de desconto, atraindo o interesse das pessoas.

Por fim, aproveite a data para gerar mais visibilidade e engajamento da sua empresa com o público. Estar inserido em datas comerciais importantes como esta, faz toda a diferença na maneira como as pessoas enxergam a sua marca.
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Empreendedorismo, Gestão pessoal

O que deve crescer primeiro: a empresa ou o empreendedor? A maioria das pessoas diria “a empresa, claro”. Mas o ideal é que aconteça um equilíbrio: empresa e empreendedor crescendo juntos, na mesma velocidade. À medida que o negócio se expande, o empreendedor, para acompanhar esse ritmo, precisa mudar a sua rotina.

Da forma com que ele interage com funcionários às tecnologias que dão suporte ao crescimento do negócio, tudo vai mudando. Isso implica adaptar-se para atender às necessidades do negócio em seus diferentes estágios. Assim, o empreendedor precisa saber como evoluir na mesma sintonia da empresa, passando de executor a gestor, de gestor a líder, e de líder a coach de outros líderes.

“Ninguém chega lá sozinho” é uma das frases mais famosas do ecossistema empreendedor. Ela vale ainda mais no estágio inicial do negócio, quando o empreendedor é mais executor e o crescimento começa a acontecer. Nesse momento, muita gente adota a filosofia do “eu mesmo resolvo”. Mas simplesmente não dá. Não é possível fazer tudo sozinho. Criar um negócio maior do que você mesmo significa também trazer mais pessoas para o seu lado — e dar a elas espaço para agir com autonomia. Em dado momento, será preciso trazer uma, duas, três, vinte novas pessoas. Nessa hora, o delegar será mais importante do que o “sair fazendo”.

As famosas três perguntas de Peter Drucker devem nortear esse momento:

O que estou fazendo e não precisa ser feito?
O que estou fazendo e poderia ser feito por outra pessoa?
O que estou fazendo e só eu mesmo posso fazer?
De gestor a líder, ou “gestor de gestores”
Um segundo momento crítico do desenvolvimento de uma empresa — e de seu empreendedor — é quando a equipe cresce de modo a formarem-se times de áreas diferentes. Cada departamento tem dois ou três funcionários, e o empreendedor já não consegue dar conta da gestão de tudo isso. Ou seja, ele precisa tornar-se gestor de gestores: liderar quem chega para tocar essas áreas.

É uma etapa difícil, pois implica descentralização, processo que costuma ser doloroso. Não se trata de simples desapego, mas de entender que, num dado momento, o empreendedor pode julgar que é hora de buscar novos desafios, sendo necessário que ele não esteja mais tão próximo da operação. Por isso, a pergunta determinante deste momento é:

Se você tivesse que se afastar da sua empresa hoje, ela sobreviveria?
O crescimento é o objetivo de uma empresa, essa fase é parada obrigatória. E existem indícios de que é chegado o momento de passar da gestão à liderança, aprimorando-se como gestor de gestores:

O empreendedor costuma entrar o tempo todo nas decisões, o que diminui a autoridade de outras potenciais lideranças;
Todas as decisões críticas dependem exclusivamente do empreendedor;
A equipe é formada por pessoas pouco questionadoras, que praticamente executam e não propõem.
Entre a constatação desses indícios e a saída do empreendedor da linha de frente que toca o negócio, leva algum tempo. Há casos em que o processo chega a durar um ano. Mas existem exemplos que mostram o caminho das pedras. A Contabilizei é um deles.

Líderes são os guardiões da cultura. E para tudo isso acontecer, o empreendedor, como líder, deve ser o primeiro guardião da cultura da empresa. Ele deve, obrigatoriamente, ter a visão da companhia na ponta da língua e também no coração, praticando-a no dia a dia, de modo a transmiti-las sempre para seus liderados.

Com o crescimento do negócio, chegará a etapa em que o empreendedor terá que se dedicar a construir confiança com seus liderados. Cercado de líderes funcionais — ou seja, especialistas em suas funções –, ele deverá aprimorar suas habilidades de liderança e de relacionamento, conversando, ouvindo e ensinando. Também deverá aprimorar processos internos e a infraestrutura de tecnologia para que a cultura seja preservada.

Assim, é hora de manter o pensamento no alto nível, de marcar encontros com investidores, de desenvolver uma visão disruptiva, de participar de eventos que podem gerar conexões importantes ou até de visitar uma feira de tendências fora do país, por exemplo.

Nesta etapa, não só o comando do empreendedor já estará dividido, mas o seu pensamento também.

São líderes de negócio que participam da estratégia, tomam decisões de alto risco e garantem que a operação do dia a dia esteja alinhada com os objetivos estratégicos da empresa. Em resumo: o empreendedor precisa de mentores. Eles vão ajudá-lo a desenvolver-se emocionalmente para as dificuldades dos relacionamentos que surgirão, e também para a preservação da cultura organizacional neste momento.

O caso de André Street, da Stone, ilustra bem essa etapa. Para ele, o empreendedor deve ser o Chief Meaning Officer da empresa, aquele que dá significado ao negócio. E isso está intimamente ligado à capacidade de se comunicar. É a partir da combinação da cabeça de um com a cabeça do outro que nasce uma coisa nova. É o momento da descoberta de possibilidades diferentes.

De acordo com André, o empreendedor deve ser forte e saber fazer os ”chamados”: “Tentamos isso aqui… mas chega!” ou “Tenta mais uma vez, vai por esse lado, ou por aquele…”. E ele enfatiza: “a melhor comunicação é o exemplo”. Principalmente em termos de cultura, que, segundo ele, é construída na base daquilo em que o “empreendedor diz que acredita e o que tolera, dando os exemplos por meio das promoções e demissões”.

André recomenda que o empreendedor contrate outros empreendedores, capazes de transformar a realidade, pensar em coisas novas. Também orienta a dedicar tempo para estudar benchmarks para o time, olhar para coisas novas, “criar uma tropa de elite”.

No dia a dia, o empreendedor vai ser um grande juiz: vai decidir tirar alguém, vai determinar para qual direção estão indo e também pregar para todo o time o porquê vocês estão indo nessa direção. Mas isso certamente fortalecerá a cultura — com o objetivo de consolidar o crescimento da empresa.

Tanto para a empresa quanto para o empreendedor, o crescimento é um processo cheio de desafios. Mas é da superação deles que resulta no real valor do negócio, bem como do desenvolvimento pessoal de quem se arrisca no ecossistema.

Fonte: Endeavor

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Empreendedorismo
Imagine uma empresa que vá de vento em popa. As vendas só crescem, novos colaboradores chegam a todo momento e a valuation está nas alturas. Até que vem a crise econômica e devasta esse cenário. As vendas despencam, o time tem que ser reduzido drasticamente e o valor da empresa desmorona.

Essa história é conhecida e já aconteceu com muita gente. Mas não são muitos os que reagem como Gabriel e Rafael Bottós — os dois irmãos que criaram a Welle Laser, empresa especializada na manufatura de máquinas e equipamentos para marcação a laser, gravação a laser e micro usinagem. Em meados de 2015, a Welle foi apontada pela Exame PME e pela Deloitte como a organização que mais crescia no país.

Até que a crise veio com tudo. Como tantas outras empresas, a Welle acusou o golpe; mas seus empreendedores não foram a nocaute. A luta foi tremendamente dura, e ainda é, mas eles continuam em pé. E, hoje, passados alguns anos e muitos aprendizados, Gabriel e Rafael não têm dúvidas de quão firmes e preparados estão para os próximos desafios.

O processo de reinvenção da Welle se deu por meio de quatro pontos principais: Gestão de Custos, Investimento, Inovação e Eficiência Comercial. Veja abaixo como os dois empreendedores trabalharam cada um deles:

– 1. Gestão de Custos: atingindo o ponto de equilíbrio financeiro

De acordo com Gabriel Bottós, a principal alavanca de virada foi “olhar para os custos”.

Como nem ele, nem o irmão vêm da área financeira, a questão dos custos não recebia a atenção que hoje recebe. Mas a percepção de que era preciso organizar essa área veio mesmo com a crise: “não tínhamos exportações e dependíamos 100% do país. Com a turbulência econômica, as nossas vendas zeraram”.

Gabriel e Rafael voltaram-se para dentro da empresa e decidiram contratar uma diretora financeira. Com a chegada da executiva, os empreendedores passaram a “olhar para os custos” com o devido cuidado. E a primeira pergunta foi: “como aumentaremos a nossa margem?”.

A conta não era fácil: seria preciso baixar o ponto de equilíbrio para menos da metade.

Para tanto, lembra Gabriel, uma decisão dolorosa teve que ser tomada: reduzir a equipe de 70 para 17 pessoas. “Tivemos que tirar músculo, não só gordura. Tirar gente boa, que está há muitos anos, é muito difícil”, revela ele.

Foi um “trabalho gigantesco”, que também envolveu uma forte redução de custo de máquina e negociação com fornecedores para obter melhores prazos, entre outras iniciativas. Com tudo isso, os empreendedores conseguiram aumentar a margem. O ponto de equilíbrio foi de dez para quatro máquinas.

– 2. Investimento: negociando “com bala na agulha”

Ao olhar para a estrutura interna, Gabriel e Rafael também constataram um fato preocupante: que, pelas negociações realizadas com os clientes, eles eram “financiados” pela Welle Laser.

“Éramos uma empresa pequena, sem crédito, e de certa forma bancávamos empresas multinacionais, fosse parcelando, dando condições que nossos concorrentes não davam, etc”, conta Gabriel. Mais uma vez, os empreendedores tinham que ceder pois não tinham um bom prazo de entrega.

A grande lição, aqui, é entender a importância de negociar de forma saudável. Melhorar o prazo de entrega mudou muito as coisas para os empreendedores da Welle, porque permitiu que eles fossem para a mesa de negociação “com bala na agulha”.

“Começamos a pedir entradas maiores. O ciclo financeiro completo ficou mais saudável. Além disso, manter o tíquete médio e baixar o custo também fez a diferença”, revela Gabriel.

– 3. Inovação: investir para crescer

Outro ponto crucial para a reestruturação da Welle Laser foi a inovação. Com relação a isso, Gabriel Bottós é otimista: “o Brasil é um país muito bom para quem quer se desenvolver. Em condições normais, é relativamente fácil conseguir subsídio”. Quais são os órgãos com os quais a Welle trabalhou e trabalha? “Senai e EMBRAPII, que são bem menos burocratizados e mais flexíveis”.

A iniciativa de investir em P&D ganha relevância ao constatarmos que, em tempos de crise, a maioria das empresas retira o investimento em inovação para focar em vendas. Mas foi justamente esse investimento que ajudou os empreendedores da Welle Laser a entender as demandas do cliente e criar inovação centrada no consumidor.

Para inovar, a Welle elaborou um framework. Uma estrutura de funcionamento simples, que permite à empresa aumentar o valor oferecido a seus clientes, e que é elaborada da seguinte forma: em uma folha de papel, criam-se três colunas. Na primeira, entram as “mega tendências” atuais: colaboração, smart technology, big data, democratização etc.

Na segunda coluna, colocam-se as necessidades do cliente e aquelas necessidades da Welle. Nas demandas do cliente, pode haver “evitar ao máximo que a máquina pare”, por exemplo. E nas necessidades da Welle, pode surgir “diferenciação” e “previsibilidade”.

Então, “funde-se a primeira coluna com a segunda, criando uma terceira, com as propostas de inovação. Por exemplo, cruzar ‘perigo de máquina’ parada com ‘big data’, ‘IoT’ etc.

Com isso, estamos criando máquinas inteligentes, que operam a distância. Dessa forma, trazemos inovações de outros setores para o nosso campo de atuação. É aí que começa a se desenvolver a indústria 4.0”.

– 4. Eficiência Comercial: uma ferramenta para apontar as vendas certeiras

Por fim, a reinvenção da Welle Laser passou também pela reorganização da área comercial da empresa. Eles operam no modelo de vendas consultivas — que é um processo personalizado e mais custoso. Sendo assim, havia pouca margem para erro.

“Nós queríamos evitar que nosso vendedor fosse vender no lugar errado”, lembra Gabriel Bottós. E, para conseguir isso, os empreendedores utilizaram um software de vendas B2B desenvolvido pela empresa Exact Sales, da qual são cofundadores.

A ferramenta gerencia a qualificação de leads para um processo de venda no estilo “hunter” de B2B. De acordo com o empreendedor, “indica para o vendedor que, daqueles cem caras, ele visite os dez que têm mais chances de ter sucesso”.

E foi com decisões difíceis nestes quatro aspectos que Gabriel e Rafael Bottós conseguiram reerguer a Welle Laser. Muitas vezes tendo que cortar na própria carne, hoje os dois irmãos entendem perfeitamente os valores que mantêm os empreendedores em pé, firmes, mesmo quando a tempestade aperta. E tanto eles quanto a empresa estão mais fortes do que nunca para seguir adiante.

Fonte: Endeavor
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